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ESCOLA:
E.E.PROF JOÃO PEDRO DO NASCIMENTO
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DISCIPLINA: História SÉRIE/ANO: 1° E.M
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PROFESSOR: Amauri Matos
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NOME DO ALUNO: Nº
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CONTEÚDO:
Mesopotâmia:
Gilgamesh e o mitos do dilúvio HORAS/AULA: 4
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PERÍODO: DATA DE ENVIO: DATA
DE ENTREGA:
22/06/2020 06.07.2020
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Habilidade: Reconhecer a
importância da tradição oral, cultura material e escrita para a transmissão da
memória e do conhecimento nas diferentes sociedades antigas (África, Ásia e
Américas).
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Objeto de conhecimento
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Povos da Antiguidade na
África (egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e nas Américas
(pré-colombianos).
Os povos indígenas
originários do atual território brasileiro e seus hábitos culturais e
sociais.
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Conteúdos
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Civilizações antigas do Oriente Médio: mesopotâmicos e
hebreus.
Fontes escritas.
Literatura da Antiguidade Oriental.
Mitologia de diferentes
povos, inclusive dos tupinambás.
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Mesopotâmia: Gilgamesh e os mitos do dilúvio
As descobertas arqueológicas exercem um
fascínio especial sobre a imaginação das pessoas. Ruínas de templos muito
antigos, esculturas, vasos de cerâmica, espadas, fragmentos de textos,
vestígios de cidades, tudo isso contribui para fazer da arqueologia uma
atividade fascinante. Nesta sequência didática, propõe-se aproveitar esse
fascínio e a aura de mistério que ainda cerca os tesouros das antigas
civilizações do Oriente Médio para familiarizar com vocês alguns aspectos
culturais dessas civilizações.
Estudaremos particularmente o mito do
dilúvio universal na formação do imaginário de diversos povos. Associado a
isso, abordaremos também um perigo real que tem rondado o futuro da humanidade:
o aquecimento global, com o consequente derretimento das geleiras e das calotas
polares, e a elevação do nível de mares e oceanos, que pode causar inundações
de áreas costeiras e mesmo de cidades litorâneas. Outro dilúvio é
possível?
Parte 1
Leremos agora um trecho do poema épico Gilgamesh,
um dos mais antigos textos literários conhecidos, no qual há referências a um
dilúvio universal. Esse poema foi descoberto em meados do século XIX nas ruínas
da antiga cidade de Nínive, no Iraque, pelo arqueólogo britânico George Smith.
Escrito em caracteres cuneiformes gravados em tabletes de argila, encontrava-se
no local onde funcionava a biblioteca do rei assírio Assurbanípal (668 a.C.-627
a.C.). Segundo alguns especialistas, essa versão do poema teria sido escrita no
século VIII a.C., mas alguns historiadores afirmam que a versão original
remonta ao terceiro milênio a.C. Recentemente, o poema mesopotâmico foi
traduzido do acádio para o português por Jacyntho Lins Brandão.
Os deuses decidiram destruir a Terra com uma grande
enchente.
Fui avisado do que iria acontecer porque eu era um homem
bom.
Disseram que eu devia construir uma grande arca
E reunir dentro dela minha família e todo tipo de animal e
planta.
Logo que eu terminei, desabou a tempestade.
Choveu durante seis dias e seis noites, e a Terra ficou
inundada.
Só meu barco não afundou. Quando a chuva parou
E o nível das águas ficou mais baixo,
descobrimos que o barco estava Numa montanha. Caí de joelhos, agradecido.
Deixei que os animais saíssem e levei para fora as
plantas,
A fim de que a vida nova começasse. [...]
ZEMAN,
Ludmila. A última busca de Gilgamesh. Porto Alegre: Projeto, 1996. p.
16-17.
Responda no caderno:
“Vocês acreditam que realmente ocorreu um dilúvio
universal ou tudo isso é uma
lenda? Por quê?”; “Na opinião de vocês, existe
alguma possibilidade de ocorrer um novo dilúvio nos dias de hoje?”.
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O poema
mesopotâmico é anterior ao relato bíblico, mas isso não significa que um tenha
influenciado o outro. É possível que ambos se baseiem em relatos ainda mais
antigos, orais ou escritos. Durante muito tempo, considerou-se que a Epopeia de
Gilgamesh era o texto literário mais antigo, mas, em 2014, o pesquisador Irving
Finkel, especialista em estudos sobre o Oriente Médio do Museu Britânico,
revelou a existência de um texto ainda mais antigo, cujo original também estava
escrito em acádio e com caracteres cuneiformes gravados em tabletes de argila.
Trata-se da versão mais antiga do dilúvio já conhecida até o momento: a Epopeia
de Atrahasis, escrita em 1750 a.C.
Parte 2
Você se lembra o que significa o nome Mesopotâmia?
Provavelmente se lembrará que significa “terra entre rios”. Há uma
hipótese, segundo a qual o mito do dilúvio citado anteriormente teria se
originado na Mesopotâmia, pois, durante a época de cheias dos rios Tigre e
Eufrates, as águas se juntaram, causando grandes inundações. Segundo essa
hipótese, uma inundação local foi, em tempos remotos, entendida pelos
habitantes da Mesopotâmia como um evento mundial, e essa história teria sido
preservada pela tradição oral e se espalhado para povos vizinhos.
Embora não existam evidências históricas
ou arqueológicas de um dilúvio universal, o mais intrigante é que mitos
semelhantes são encontrados também em culturas geograficamente distantes que,
até onde se sabe, mantinham pouco ou nenhum contato entre si. Narrativas sobre
dilúvios aparecem também em mitos fundadores de diversos povos, como gregos,
chineses, indianos e até entre povos da América, como os astecas, os incas e os
tupinambás.
Hora de pesquisar...
Pesquise sobre algum mito das culturas
tradicionais indígenas (astecas, incas ou tupinambás) e registre no caderno.
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Pesquise também sobre qual é a relação
do Aquecimento Global com o aumento dos níveis do mar.
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Parte 3
Responda as seguintes questões?
1. A Epopeia de Gilgamesh pode ser
considerada uma fonte:
a)
Da cultura material.
b)
Escrita.
c)
Oral.
d)
Audiovisual.
2. Cite o mito de alguma
cultura que você conheça e que se pareça com a história de Gilgamesh.
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Atenção!
Aluno (a), deixe todas atividades registradas em folhas
separadas do caderno, na escola até o prazo estabelecido. Caso possua
tecnologia, tire fotos e me envie via WhatsApp ou Classroom.
Se
cuida
Referências
DOMINGUES, Joelza Ester.
Dilúvios miológicos. Ensinar História, 18
dez. 2018.
Disponível em:
<https://ensinarhistoriajoelza.com.br/diluvios-mitologicos/>.
Acesso em: 26 set. 2018.
FLORES, Guilherme Gontijo. Jacyntho Lins Brandão: entrevista.
Pernambuco: Suplemento Cultural do Diário Oficial do Estado, 5 fev. 2018.
Disponível em:
<http://www.suplementopernambuco.com.br/entrevistas/2049-entrevista-jacyntho-linsbrand%C3%A3o.html>.
Acesso em: 26 set. 2018.
FOLLMANN, Eric Thomas. A influência da Epopeia de Gilgamesh
na escrita do Gênesis. Disponível em:
<https://www.klepsidra.net/klepsidra23/gilgamesh.htm>.
Acesso em: 26 set. 2018.
LIVRARIA DA FOLHA. Especialista em mitologia conta história
de dilúvio Tupinambá. Folha de S.Paulo, 16 set. 2012. Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/885866-especialista-em-mitologia-contahistoria-de-diluvio-tupinamba.shtml>.
Acesso em:
26 set. 2018.
ZEMAN, Ludmila. A última busca de Gilgamesh. Porto
Alegre: Projeto, 1996.
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